Saudades
“Será que tudo, será, do jeito que tem sido até agora: quando alguém vem, vai logo embora e me deixa como antes á esperar:” (Fr. Paulo F. Valério)
Quando soube que você não estava mais aqui, as lágrimas foram ao chão!
O que fazer? Me senti tão pequeno e frágil diante da vida. Sem forças, a única coisa que fiz foi chorar copiosamente sua partida e lembrar, trazer às lembranças muitas histórias vividas e sentidas. Nelas, amor, alegria, ingenuidade, inocência, contrariedades e cumplicidade se misturavam num turbilhão de euforia e saudades.
Assim, as lembranças se sucediam uma a uma pelo tempo… enquanto na alma se acalentava um não sei o que de saudades …
Talvez seja por isso que a poesia nessa hora seja a única linguagem que podemos expressar e que acalenta o coração.
Ah! Se soubesses o peso da dor, mensurar a tristeza, que há em mim, talvez, se eu ouvisse uma canção, a realidade, a fantasia, a nostalgia, o encanto, a alegria, a dor, a saudade, tudo misturado, pudesse nesse turbilhão de sentimentos dizer algo diferente… o quanto estamos conectados pelo amor.
Agora, só o amor é a única realidade que ultrapassa todos os limites, terrenos e do céu, material e espiritual e conectados por ele, sermos um, sermos uma só coisa e por seu poder, sermos por toda eternidade, perenes.
Você vive, eu vivo, nós vivemos e no amor somos um… e existimos por toda eternidade da existência do Ser.
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