Bom dia!
Por Sebastião Catequista
Bom dia! Confesso que não sei por onde começar essa conversa. Creio que não estamos preparados para tanto. Mas, arrisco um “desabafo” no tecer da vida em seu cotidiano, sobretudo nesse contexto das eleições. Sim! Das eleições! Sinto que dessa vez precisamos conversar!
Serei breve e em tom coloquial!
Agora, já são 02h e 44min, da madrugada, faz mais ou menos uma hora que estou acordado. Diante do que está acontecendo ao nosso redor, entre tantos e muitos motivos que não vem ao caso, não consigo dormir. Lá fora, o tempo está ameno, aqui dentro, a temperatura beira a 21 graus Celsius. Não há vento soprando, mesmo com a janela do apto aberta. Ao redor há um silêncio característico da madrugada porém perturbador.
Não me sai da cabeça a ideia de que temos uma decisão a tomar que mudará não os rumos de nossas vidas nesses quatro anos, mas o destino e o futuro do país que afetará gerações por longos anos, talvez séculos. Ele corre perigo! E você talvez não se deu conta disso. Talvez você não tenha visto a conjuntura geopolítica do mundo e nem esteja familiarizado com o assunto e nem saiba onde está o nosso país nisso tudo e o que está em jogo. Talvez pense que o que sai na internet e nos grandes meios de comunicação social seja natural pelo contexto de agora. Não percebe o que está em jogo. E não estou falando das fantasiosas “teorias da conspiração”, não. Use a inteligência, por favor. Há algo perturbador nessas eleições de 2026 que pelas polarizações não conseguimos mensurar. Está diante dos nossos olhos mas preferimos fazer vistas grossas porque achamos que é “coisa de política”.
E se você conseguiu ler até aqui, chamei sua atenção para o assunto. Quero te dizer que não vou tratar de lhe convencer mas deixar elementos como “pulgas atrás da orelhas”.
Você sabe o adágio popular “todo político calça quarenta” mas sinto em te dizer que isso não é verdade. Uns calçam mais outros menos! Há controvérsias! Mas há um outro dado significativo: todo bom brasileiro, tem suas preferências políticas. Seu candidato de estimação. Talvez você seja de direita, de centro ou de esquerda. Não sei! Mas tem um um fato significativo e perigoso nessas eleições de agora: Se de um lado, há o candidato da situação que por vontade “do povo” carrega o estigma incomum, mesmo as provas e argumentos terem se mostrado o contrário; por outro lado, temos um outro que comprovadamente é cognitivamente mentiroso compulsivo, misógino, miliciano, imoral amigo dos super-ricos, antipatriota e fascista. É claro que você vai discordar do que descrevi desse último, é seu direito. Mesmo você, talvez, não esteja a par do sentido e significado dessas coisas e acha que isso é intriga de oposição. Está no seu direito. Não entro no mérito da questão, são fatos. Mas, os dados aos quais me reporto e é por causa deles que escrevo essas linhas é de outra ordem.
Talvez você não tenha se dado conta do que está em jogo nessas eleições. Sim! As eleições! Há um ditado recente no meio do povo que diz: “todo brasileiro tem seu político de estimação” mesmo que negue tal fato e diga a plenos pulmões que “odeia política” – diga-se de passagem, uma ignorância no pleno sentido da palavra. Mas do que estou falando?
O que estou falando é de algo mais profundo. Esse ano, a poucos dias das eleições estamos com um dilema nas mãos e não nos damos conta. Estamos numa encruzilhada e não percebemos, estamos entre sermos livres ou entregarmos nosso destino e liberdade à outros que por seu curriculum mundial ai nas “praças” do mundo, não é boa coisa e não merece nosso crédito.
Estamos prestes a entregar o nosso país, seu povo, seus recursos, seu futuro ao “sonho americano” que é só dos a-m-e-r-i-c-a-n-o-s- ou tomar outro rumo e assumir nós mesmos o nosso destino. Dizendo de outro modo: estamos prestes a continuarmos livres ou sermos escravos modernos de uma “potência” fracassada que quer mandar no mundo a nossas custas. E ai? É disso que se trata o pleito eleitoral desse ano!
Não se trata de eleger um candidato que, por mais que não gostemos, já deu provas de seu amor à essa nação, à nossa gente. Alguém que o mundo o aclama enquanto nós o satanizamos, o demonizamos e o estigmatizamos. Fizeram o mesmo com Jesus… É próprio do ser humano a ingratidão, mas no brasileiro é algo assustador e a ser estudado. É assintomático. E quem diz isso, é o povo de fora. Por outro lado, temos um outro candidato como já citei, é contumaz mentiroso, misógino, miliciano, ligado aos grandes ricos e corporações estrangeiras com vocação de vira-lata e fazemos vistas grossas como se isso não importasse. Mas, o mais grave de tudo isso, é quem ele representa, qual as forças que agem por trás dele. E mesmo assim, metade do nosso povo o aclama como a um “messias”. Algo também assintomático, a ser estudado. Talvez a Psicanalise e a Psicologia tenham algum indicio de explicação.
Mas, o fato é… nessa eleição, e repito, você talvez não se tenha dado conta, é o fato de que o que está em jogo não é gostos e polarizações, mas o fato de sermos e termos a posse de nossa cidadania plena como nação ou não. Explico. Votar em quem defende a nossa soberania é votar no direito de continuarmos sermos quem nós somos e do do jeito que queremos viver; é dizer ao mundo que somos donos de nossos narizes; que essa terra é nossa, que somos nós que decidimos os rumos de nossas vidas… enquanto, de outro lado, o contrário acontece: votar numa pessoa que é claramente mentiroso contundente, que é mentiroso comprovadamente e patologicamente, é entregar aos de fora (e esse tem endereço) nossa liberdade, nossas riquezas, nossa pátria, nossa vida, nosso chão, nosso futuro. E não se trata de quatro anos, mas de toda uma vida! O futuro de nossas crianças, das futuras gerações está em perigo e está em nossas mãos aqui e agora, no presente. Você não prestou atenção nesse quesito e não pensou na gravidade da situação.
Ah! Mas espera aí! Há alternativas… temos outros candidatos! Sim! É próprio da democracia. É preciso ter! Nossos pais e nossos avós lutaram por isso e não faz tanto tempo assim. Abençoada Democracia! Mas creio que você não mensurou a gravidade da situação e muito menos não prestou atenção nas configurações de tais candidatos, seus apoiadores e a que redes eles se ligam. No fundo, no fundo, eles se ligaram àquele que com certeza não é o que melhor representa o futuro dessa nação. E por uns bons trocados e cargos venderão você, seu voto e o país como Judas vendeu Jesus.
Nessas eleições, se você pode por um instante usar o bom senso de sua inteligência, verá que não se trata de candidato A ou B, de Esquerda ou de Direita, de governar só por mais quatro anos, mas se trata do futuro desse país que se cair nas mãos erradas no sentido de ser governado, extorquido, explorado, roubado, açambarcado pelo sonho americano que em sua cartilha reza que “a América é dos Americanos” e vai por mim, como diz a gira popular, esse “americano” não é você e nem esse sonho é seu, está tudo perdido.
Votar em candidatos que se apresentam como “terceira via” ao pleito nacional é um jogo arriscado e entregar o “ouro ao bandido” como diz a gíria popular. É se omitir diante da verdade e se enganar a si mesmo. É sério que você vai querer isso?
Se o fizer é seu direito, mas será que é uma atitude sábia diante da gravidade da situação? Pense! Votar na “terceira via” que seria qualquer um desses candidatos que também pleiteiam a cadeira presidencial é no mínimo um tiro no pé. E justificar esse voto porque não gosta de nenhum dos candidatos principais seja lá por quais motivos forem não isenta você do fato de que, na hora que mais precisava, por seu orgulho, pode ter entregado a todos nós a um mal ou a um caminho sem volta. Porque, talvez, votar numa terceira via é lavar as mãos ou entregar o “ouro ao bandido”. Acha que estou exagerando? Pense, pense, pense bem! Pondere consigo mesmo (a) e veja por si, sei que és inteligente.
Se tiverem que se realinharem para um segundo turno, veja com quem eles ficariam e quais grupos estão por trás deles… veja seus históricos! Ou é demais fazer essa pesquisa?
Nessas eleições o que está em jogo, gostando ou não do candidato da situação ou se temos simpatia pelo outro lado, não é entregar quatro anos à eles, mas é a soberania e o futuro dessa nação. Não sei você, mas eu amo esse país, essa gente, esse chão. E penso que muita gente também o ama. Então, lembre disso, quando for usar o Seu Poder do Voto, apesar de nossas diferenças, inclusive políticas.
Mas, já falei demais! Talvez nessas linhas não tenha expressado tudo e com a clareza, com o poder de persuasão que queria. Mas não era isso que queria…. Ou talvez sim. O que queria apenas dizer é que: 4 de outubro vem ai e você tem um poder muito grande nas mãos. Tem o poder de mudar não os quatro anos de vida do país, mas os rumos do futuro desse pais. Que é muito mais do que quatro anos. Você tem o poder de ficar com ele e defender o que é seu, o que é nosso, de nossos filhos, dos nossos antepassados e dos que nos precederão, ou pode entregar de mãos beijadas para o “inimigo”, se esquivando-se de fazer a coisa certa.
Terceira via é legitima, democrática, mas será a certa? Pense! Porque na Democracia, todos tem direito ainda de votar. Graças à Deus e as lutas de muitos e muitas lá de trás. E hoje? E você quem decidirá! O poder pelo voto é Seu.
Essa hora é uma hora de encruzilhada, peço a você, esqueça os ódios, esqueças os chiches, esqueça os estigmas, esqueça as polarizações, faça a coisa certa… o Brasil precisa de você!
As 05h e 39mim termino esse desabafo. Se você chegou até o final, é provável que não tenham mudado o seu voto, mas me consola as palavras de Ezequiel, que deixo como reflexão:
“Se digo ao injusto que ele deve morrer, e você não o avisar e não lhe falar, ensinando-lhe a deixar o seu mau caminho para que possa continuar vivo, ele morrerá, mas eu cobrarei de você a morte dele .Se você, porém, chamou a atenção para que ele não pecasse, então ele conservará a própria vida, porque foi orientado; e você também terá sua própria vida a salvo” Ez 3,18-21.
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